Depoimento forte- Brasileira vive em Portugal, mas se revolta e conta o que se passa no Brasil

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Juliana Iorio, jornalista de profissão, não conseguiu ignorar o que está acontecendo no Brasil, sobretudo nas polêmicas envolvendo corrupção, os problemas graves dos crimes e a falta de qualidade de vida dos brasileiros.

Vivendo em Portugal, a jornalista ficou farta do que se estava debatendo acerca da atualidade brasileira, mostrando uma enorme revolta, mas também certezas que, por viver em Portugal, existem muitas coisas que precisam de ser melhoradas urgentemente. Relembramos que com o nosso passo a passo atualizado para morar em Portugal todo o processo vai se tornar mais simples.

Um longo depoimento, com muita revolta interna.

Em um longo texto para o jornal português “Diário de Notícias”, a jornalista quis finalmente desabafar sobre o que está acontecendo no Brasil, sem medos das repercussões.

“Enquanto os de fora apontam a desigualdade social como um dos principais problemas do Brasil, eu vejo que o problema da maioria da população brasileira é já não encarar isso como um problema. Ou seja, tornou-se normal viver num país com uma pequena parcela da população muito rica, uma grande parcela muito pobre e uma maioria que sempre viveu no limbo (nunca foi rica mas também nunca foi pobre).

Esta maioria chamada classe média foi a que sempre sofreu mais com as políticas instituídas naquele país (e com a corrupção que sempre foi inerente a essas políticas), pois, diferentemente dos pobres, possuía dinheiro para pagar o que devia e, ao contrário dos ricos, não tinha dinheiro suficiente para fugir ao pagamento do que devia (ou seja, para corromper, subornar, e assim não pagar). Neste sentido, esta classe passou a trabalhar com foco em dois objetivos: aproximar-se cada vez mais dos ricos e afastar-se cada vez mais dos pobres.

Por isso, custa-me a acreditar que a classe média, algum dia, tenha tido real interesse em acabar com a corrupção naquele país. Foi o receio de perder os benefícios que esta corrupção também lhe proporcionou que fez que esta classe anuísse com os interesses de políticos e empresários da classe alta, contribuindo para a atual situação do Brasil.

Se o intuito fosse o de realmente acabar com a corrupção, como ninguém nunca questionou o absurdo de dar amparo legal às chamadas “delações premiadas”? Ora, se aqueles que comprovadamente roubaram e foram descobertos têm de delatar para reduzirem as suas penas, se o que os motiva é um “prémio final”, como isto não é visto como uma espécie de corrupção?”, comentou a jornalista.

Violência e cansada da justiça brasileira

“Num país onde a violação dos direitos humanos é intensa, a começar pelo assassínio daqueles que defendem esses direitos; num país onde um ex-presidente (mas poderia ser qualquer pessoa) é acusado em primeira e segunda instâncias, mas constitucionalmente só poderia iniciar o cumprimento da pena após o esgotamento de todos os recursos possíveis e isto não aconteceu; num país onde muitos dos políticos que foram acusados e comprovadamente culpados têm conseguido manter-se fora da prisão por gozarem do foro privilegiado (um direito adquirido de acordo com o ordenamento jurídico brasileiro), como é possível acreditar que “finalmente começou a fazer-se justiça” no Brasil?

Não, não se iludam os colegas portugueses… A corrupção é o modus operandi da sociedade brasileira. E enquanto não houver uma mudança na maneira de pensar e agir desta sociedade, a justiça só será vista nos happy endings das novelas daquele país”

Esse desabafo prova também que, infelizmente, ainda existe um longo caminho para que o Brasil consiga apresentar as condições de vida necessárias às de Portugal nesse momento. Se quiser viver em Portugal, tenha suas dúvidas eliminadas e faça parte da nossa enorme equipe que com nosso curso atualizado entrou e se legalizou em Portugal, sabendo de tudo para tornar o processo rápido e simples.