“Extermínio!”: Centenas de portugueses se manifestam contra Bolsonaro nas ruas de Lisboa

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Por vezes as políticas que estão ocorrendo no Brasil não agradam aos portugueses, mas também aos brasileiros que vivem em Portugal. Relembramos que com nosso passo a passo atualizado para morar em Portugal todo esse processo vai se tornar ainda mais simples.

Manifestação em Lisboa contra as políticas de Bolsonaro

Em um comunicado enviado às redações, no qual lembram que “há mais de 15 dias que a Amazónia arde”, 42 associações e coletivos — entre os quais Fórum Indígena de Lisboa, Habita, SOS Racismo, Associação de Combate à Precariedade-Precários Inflexíveis, Casa Ninja Lisboa, Climáximo, Panteras Rosa, GAT-Grupo de Ativistas em Tratamentos e Consciência Negra — exigem “um posicionamento do Governo português perante estes crimes contra a humanidade e o planeta” e apelam “ao boicote de todos os produtos provenientes do agronegócio brasileiro e ao cancelamento da vinda de Jair Bolsonaro a Portugal no começo de 2020″.

Além disso, os signatários do comunicado defendem “a entrega incondicional dos territórios indígenas aos seus povos, demarcando as suas terras e fiscalizando essas demarcações contra as invasões ilícitas de madeireiros, garimpeiros e tentativas de grilagem“.

A “grilagem” é, no Brasil, a falsificação de documentos para ilegalmente tomar posse de terras devolutas ou de terceiros.

O número de incêndios no Brasil aumentou 83% este ano, em comparação com o período homólogo de 2018, com 72.953 focos registados até 19 de agosto, sendo a Amazónia a região mais afetada.

A Amazónia é a maior floresta tropical do mundo e possui a maior biodiversidade registada numa área do planeta.

Tem cerca de 5,5 milhões de quilómetros quadrados e inclui territórios do Brasil, Peru, Colômbia, Venezuela, Equador, Bolívia, Guiana, Suriname e Guiana Francesa (pertencente à França).

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) brasileiro anunciou que a desflorestação da Amazónia aumentou 278% em julho, em relação ao mesmo mês de 2018.

As 42 associações e coletivos consideram que para o Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, a Amazónia “é mais uma vaca para abate no agronegócio“.

“O seu Governo segue uma política de destruição e de extermínio vertiginosas e desmonta órgãos de fiscalização e de pesquisa, assiste impávido à saída de investimentos milionários da Noruega e da Alemanha do Fundo Amazónia, tenta alterar a Constituição Brasileira que regula a demarcação de terras indígenas e chegou a incentivar grupos de fazendeiros do sudeste do Pará a anunciar o ‘dia do fogo’, coordenando uma queima em massa de áreas em processo de desflorestação“, acusam.

No comunicado, as associações e os coletivos anunciam a realização de uma concentração — Lisboa pela Amazónia — na segunda-feira às 18:00 na Praça Luís de Camões, em Lisboa.

No sábado, algumas dezenas de pessoas, entre manifestantes e curiosos, concentraram-se no Porto em defesa da Amazónia e do ambiente, apostados em “entrar no mapa das mobilizações internacionais” para pressionar a saída de Bolsonaro do poder.

“Queremos entrar no mapa das mobilizações internacionais para ver se conseguimos pressionar para tirar o Bolsonaro do poder”, afirmou Fabiana Martins, da organização, em declarações à agência Lusa, numa iniciativa destinada a “denunciar as queimadas criminosas na Amazónia”.

Explicando tratar-se de uma concentração “tanto de portugueses como de brasileiros – convocada por pessoas com preocupações ambientais e com a Amazónia” e por movimentos como O Porto não se vende, A Colectiva e o Extiction Rebellion, além de ambientalistas, feministas e a comunidade de imigrantes brasileiros -, Fabiana Martins destacou a preocupação que todos partilham “não só com a Amazónia, mas com todas as políticas de extermínio que Bolsonaro tem promovido, tanto de genocídio como de ecocídio“.

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