Governo revela quantos brasileiros vivem em Portugal e suas condições de vida

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O presidente da República, Jair Bolsonaro, recebe o presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Souza, no Palácio do Planalto, em Brasília.
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Com um crescimento acelerado de brasileiros, que estão encontrando Portugal o local perfeito para recomeçarem suas vidas, muitas pessoas estavam questionando quantos imigrantes brasileiros já viviam de facto em Portugal. Relembramos que com o nosso passo a passo atualizado para morar em Portugal todo o processo vai se tornar mais simples.

Para tirar todas as dúvidas, nessa semana, o Governo de Portugal, através do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, SEF, chegou à conclusão que de facto está havendo um aumento de brasileiros em Portugal, totalizando, nesse momento, cerca de 85 mil, uma subida de 5% desde o ano passado.

Conheça agora os números da realidade dos brasileiros em Portugal

Para se ter um termo de comparação, o número de pedidos mais do que duplicou do certificado de registo criminal, documento necessário para obter a regularização, passando de 13.673 em 2017 para 31.129 em 2018, ainda antes da eleição de Jair Bolsonaro em finais de Outubro.

No consulado do Brasil não se faz registo destes dados, mas sabe-se pelo número de atendimentos – que passaram de 300 para mais de 760 por dia – que há uma maior procura, tanto que há gente a dormir à porta para garantir ser atendida.

Ao contrário de outros imigrantes extracomunitários como os cabo-verdianos, uma das maiores comunidades em Portugal, os brasileiros não precisam de visto de entrada devido a acordos entre os dois países, por isso têm uma “espécie de via verde”. “É muito fácil contratar brasileiros porque à chegada nunca estão ilegais”. Daí que Pedro Góis refira que são um “exército de reserva” de mão-de-obra naqueles dois sectores.

Tal como informa o site do jornal “O Público”, olhando para a história da imigração brasileira em Portugal, o sociólogo identifica o início com a chegada dos dentistas daquele país nos anos 1980 —​ não mais parou, embora tenha abrandado durante alguns anos.

O que caracteriza a mais recente vaga é o facto de serem migrantes que chegam também para a banca, imobiliário, turismo mais qualificado abrindo hotéis ou hostels, profissões liberais ou criativos. “Em Lisboa já temos um pouco do ecossistema de São Paulo que contempla tudo, dos mais ricos aos mais pobres.” O resto da comunidade está nos lugares de sempre: Porto, onde cresce mais porque “partiu de uma base mais reduzia”, e Algarve.

Por outro lado, a comunidade brasileira que já está em Portugal serve de “factor de atracção” e de “amortecedor”: “O risco para quem imigra é muito menor — pode-se ficar em casa do amigo, há sempre um contacto, há informação”, comenta.

Porém, ainda não atingimos o pico máximo da imigração brasileira, nem assistimos a uma pressão migratória, acrescenta — que “acontece quando há mais gente a chegar do que aquela que a nossa sociedade consegue absorver”.

Refere-o porque o aumento do número de pedidos de nacionalidade nos consulados do Rio de Janeiro e São Paulo — que demoram sempre meses a concretizar-se em concessões — são um indicador indirecto de uma maior chegada em breve, conclui. O PÚBLICO tentou obter estes dados através do Ministério dos Negócios Estrangeiros mas sem sucesso.

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